Falando Sobre Filme: The Cure (1995)

Oi! Depois de um tempo sem falar de filmes aqui no blog, já estava na hora de voltar. E dessa vez com um espetáculo de filme que assisti ainda quando criança e hoje pude rever para fazer essa postagem, ''A Cura'' a primeira vez que vi na TV foi quando o SBT exibiu no ''Cinema em Casa'' e na última vez a Rede Globo exibiu na ''Sessão da Tarde'' onde pude acompanhar algumas partes do filme na exibição da época. O filme é uma magnifica história de amizade entre dois garotos!

Em ''A Cura'' mostra que amizades verdadeiras brotam no coração e são livres de qualquer tipo de preconceito. Gostou? Então continua lendo o post!

Cena do filme

The Cure (A Cura, no Brasil) é filme norte-americano de gênero drama. Foi lançado em 21 de abril de 1995 nos Estados Unidos e 18 de agosto de 1995 no Brasil, é um dos filmes mais tocantes da década de 90. Contou com a direção de Peter Horton.

A trama conta a história de Erik (interpretado por Brad Renfro, 1982-2008), um adolescente solitário que enfrenta todas as barreiras do preconceito e se torna amigo do seu vizinho, Dexter (interpretado por Joseph Mazzello), um garotinho de 11 anos que adquiriu AIDS através de uma transfusão de sangue. Eric é a única pessoa que não o enxerga como um monstro a ser evitado, o único que, mesmo sem compreender a doença, percebe a beleza da rosa sem olhar para os espinhos. O garoto se torna muito ligado a Linda (interpretada por Annabella Sciorra), a mãe de Dexter, e na verdade fica mais próximo dela que da sua própria mãe, Gail (interpretada por Diana Scarwid), que é negligente com ele e quase nunca lhe dá atenção. A mãe de Eric é uma mulher fútil, grosseira, deixa-o sempre sozinho, e, sem pestanejar, debocha cruelmente do ex-marido na frente do filho. A busca da cura para o amigo era algo incansável para Erik. A cada tentativa de encontrá-la, a amizade entre os dois só aumentava.

Cena do filme

Quando os dois garotos leem uma notícia que um médico de Nova Orleans descobriu a cura da AIDS, os meninos tentam de todas as maneiras, chegar a este médico para conseguir a cura da doença. Dexter decide abandonar sua casa e ir em busca do tão sonhado dia de sua cura.
Os dois garotos vão viver várias aventuras juntos e passando lindas lições sobre respeito e amizade, seja durante a viagem ou nos dias em que Dexter estava no hospital.

Poster/Universal

Bom, vamos lá falar um pouco do filme: desde o começo do filme que se percebe a solidão de Erik. Filho de pais separados, Erik mora com a mãe, que mal lhe nota e lhe destina uma atenção mínima e carinho quase zero. O seu pai pouco o procura, muito ocupado curtindo a vida adoidado ao lado da nova namorada. Por essas e outras, Erik é um garoto entediado, triste e sozinho. E, então, eis que surge Dexter em sua vida.

Cena do filme

Naquela época, a ideia que era disseminada era a de que ter AIDS era coisa exclusiva de homossexual. Pelo fato de Dexter ser vizinho de Erik, este último passou a ser motivo de chacota na escola, tendo que ouvir termos como "bichinha" etc. De início, Erik revidava, dizendo que não era uma "marica" e que nunca tinha visto o seu vizinho Dexter, o que era verdade. Eram tempos em que a AIDS, em quesito de fazer com que as pessoas gritassem e batessem em retirada louca ao se deparar com alguém soropositivo, ganhava até mesmo dos elementos sobrenaturais (assombrações etc). Pense você, meu querido leitor, se algumas pessoas hoje em dia ainda acham que se contrai AIDS num abraço, imagine há dezenove anos. 

Joseph Mazzello & Brad Renfro

Porém, Erik, mesmo contra todas as mensagens de alerta (fundadas em inverdades e ideias preconceituosas), começou a se aproximar gradativamente de Dexter. E, desse modo, nasceu uma amizade que quebrou barreiras, superou preconceitos e mudou a vida desses dois meninos e de suas mães (ainda que a de Erik só tenha cedido um tanto depois).
Eu sabia que era um filme que me reservava emoções um tanto fortes e desconcertantes, mas não imaginava que iria chorar do jeito que chorei. E olhe que a trama não é forçada, do tipo que retrata situações deliberadamente muito dolorosas pra fazer com que o espectador se acabe de chorar. As cenas são as mais naturais, discretas e singelas possíveis, e é por esse motivo que emociona tanto. Menos é mais, já dizia sei lá quem (mas mandou bem a criatura que disse isso pela primeira vez!).

Erik teve a possibilidade de ter um amigo de verdade, conhecer o amor fraterno, a amizade mais pura e forte que alguém pode ter nessa vida. Fiquei impressionado com a enorme vontade ingênua de Erik ao tentar encontrar, por contra própria, por meio de experimentos maluquinhos, a cura para o seu amigo Dexter. A coragem e a força de Erik me ganharam de uma forma ímpar. A doçura, esperteza e inteligência de Dexter me cativaram. Dexter ensinou e aprendeu com o seu amigo, que foi o seu grande amigo, o maior e melhor de todos. Erik o proporcionou a vivência de momentos de adrenalina e diversão. E o amor de Linda incodicional por Dexter... Wow, é algo que só assistindo pra sentir algo ímpar no coração. Sem deixar de citar, claro, o carinho e cuidado que ela passou a ter por Erik.

Cena do filme

Juntos, Erik e Dexter se aventuram por terra e mar, enfrentaram caras barra pesada rumo a New Orleans, depois de lerem em um jornal que havia lá um senhor que dizia ter encontrado a cura para AIDS. Tem uma cena de bravura de Dexter numa parte dessa aventura que causa efeito duplo no espectador: orgulho e tristeza. Orgulho pela a sua atitude de coragem, de desprendimento, mas também de tristeza, depois da conclusão a que chegou após esse ato. O que nos faz chorar não é que Dexter tem AIDS, mas que Dexter e Erik tem um ao outro, até que a morte os separe. 

Cena do filme

Depois de quase duas décadas de existência desse filme, ainda não encontraram a cura para AIDS. A situação melhorou, os coquetéis de medicamentos dão uma melhor qualidade de vida a quem é portador da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida. Li uma vez que provavelmente a cura para a AIDS já tenha sido encontrada, mas a repartição farmacêutica boicotou a descoberta, pois iria acabar com um dos negócios mais lucrativos que da indústria farmacêutica. Será? 
A verdade é que dilacera o meu coração ver pessoas e mais pessoas morrendo por doenças terríveis, cruéis e extremamente dolorosas. Uma das doenças mais terríveis é o Câncer. Sei que é outro assunto, outra coisa, quero somente frisar que a Ciência avançou em vários pontos, mas seria maravilhoso se encontrassem curas e tratamentos para tantas doenças que solapam vidas e que deixam a alma de inúmeras famílias ao redor do mundo.

Cena do filme

O desfecho me surpreendeu, não sei dizer se positivamente ou negativamente. Apenas digo que compreendi o final, talvez não pudesse ser outro. Só talvez. 

"A Cura" é leve, sensível e com pitadas de humor. Reserva emoções fortes e desconcertantes, dificilmente o espectador não se emocionará ao ver as manifestações de amizade verdadeira entre os garotos. 
Ao assistir A Cura só temos, a ganhar, pois o filme nos passa lindas lições de amizade, respeito, confiança, vontade de superar situações difíceis e praticar o bem ao próximo, abolindo do coração e mente qualquer tipo de preconceito. Recomendo para todos.

Assista o filme abaixo (disponível no YouTube):


E para encerrar um vídeo especial feito com cenas do filme que descreve a linda amizade e o amor fraternal entre os personagens.


Os garotos podem não ter conseguido acabar com um mal incurável, mas superaram o maior tormento gerado pela Aids: o preconceito.

Bem, isso é tudo! 
Falando Sobre Filme: The Cure (1995) Falando Sobre Filme: The Cure (1995) Reviewed by Walter Segundo on 19:02 Rating: 5

Um comentário

  1. Depois de mais de 12 anos acredito eu, revi este filme pelo o youtube, filme realmente muito marcante, passa uma mensagem muito bonita, me emocionei mais do que na primeira vez que assisti, a hora que o filme acabou, de tanto marejar os olhos, molhou até o travesseiro, li também que o Erik (Brad Renfro) faleceu em janeiro de 2008, por overdose, uma pena, um excelente ator que interpretou brilhantemente o papel a ele destinado, que Deus o tenha.

    Adalberto Borges
    Instagram: adalbertobljr

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